Cervejas Artesanais Glossário da Cerveja Artesanal

28 de junho de 2019por Cerrado Beer0

O universo da cerveja artesanal não é feito apenas de bons e generosos goles.

Palavras estrangeiras, siglas e termos sofisticados pipocam cada vez mais nas mesas de bares com o crescimento da bebida.

Você já observou que, uma vez ou outra, não consegue entender alguns dos termos existentes no rótulo de uma garrafa? Para facilitar as coisas, criamos um pequeno glossário com algumas das expressões mais usadas. Com isso, ninguém se perde na conversa.

Bora conferir?

1. ABV

A sigla é do termo em inglês Alcohol By Volume, que é o nosso bom e velho TEOR ALCOÓLICO. Assim, sempre que você encontrar um número ao lado de ABV, significa o quanto de álcool a cerveja possui. Simples assim!

2. BELGIAN LACE

Faz alusão às famosas rendas belgas. No mundo cervejeiro, o termo é usado para se referir ao traçado que a espuma da cerveja vai deixando nas paredes do copo. É bastante comum nas cervejas artesanais que têm boa formação e persistência da espuma.

3. BIERGARTEN

Termo em alemão que significa Jardim da Cerveja (tradução livre). Os BIERGARTENS são locais, ao ar livre, com grandes mesas onde as pessoas sentam para beber juntas. São parecidos com o Cerrado Beer Festival? Também achamos.

4. CIGANA

O termo teve origem nos Estados Unidos e é utilizado para denominar as cervejarias que não possuem fábrica própria e, por esse motivo, produzem suas cervejas em outros locais.

5. BRASSAGEM

Expressão para quem quer fazer uma cerveja. BRASSAGEM é comumente associada ao processo de cozinhar os maltes na hora de fazer cerveja, mas, na verdade, ela é todo o processo braçal de produção. Termina quando se coloca o mosto para fermentar.

6. CERVEJA SELVAGEM

É a que passa por fermentação espontânea, como as LAMBICS BELGAS. Ao contrário do que acontece com a maioria das LAGERS e ALES, as SELVAGENS ficam expostas às leveduras, bactérias e microrganismos.

7. DRY HOPPING

É um termo em inglês que se refere a uma técnica de lupagem. É comum nas IPAS e consiste em adicionar lúpulo durante a fermentação ou maturação da cerveja, para ampliar seu aroma.

8. DRINKABILITY

Não possui uma tradução para o português, mas se refere ao quão fácil é beber uma cerveja. É mais ou menos assim: quando dizemos que uma cerveja tem ALTA DRINKABILITY, estamos afirmando que ela desce fácil. Aquelas que possuem BAIXA DRINKABILITY, são mais pesadas, feitas para beber aos poucos.

9. EBC

EBC (EUROPEAN BREWERY CONVENTION) é uma das escalas para se medir as cores das cervejas e é a usada no Brasil. Mas existem outras: a SEM (STANDARD REFERENCE METHOD) é uma delas.

10. ÉSTERES

Sabe quando você bebe uma WEIZENBIER e sente aroma de banana? Ou uma BELGIAN STRONG GOLDEN ALE e sente notas de frutas como maça ou laranja? Então, os responsáveis por isso são os compostos químicos chamados ÉSTERES.

11. GROWLER

É um garrafão utilizado para o transporte de chope. Passou a ser mais comum no Brasil nos últimos anos, com o crescimento de bares que servem, exclusivamente, cerveja na pressão.

12. IBU

Está aí uma sigla que entrou na moda com o crescimento da cerveja artesanal, mas ainda confunde muitos. IBU quer dizer INTERNATIONAL BITTERNESS UNIT, ou UNIDADE INTERNACIONAL DE AMARGOR. Ela aponta o valor de intensidade do amargor do lúpulo que uma cerveja tem. Quanto mais alto, mais amarga.

13. OFF-FLAVOR

São os sabores e aromas indesejados em uma cerveja, ou seja, os defeitos. Você já sentiu um aroma de papelão em uma PILSNER, ou um amanteigado em uma IPA? Ambos são OFF-FLAVORS e não deveriam existir.

14. PERLAGE

Você já se deparou com uma cerveja que fica com várias bolhinhas subindo rapidamente quando servida? Isso é o PERLAGE, termo francês associado aos espumantes, mas que também é visto em cervejas bem carbonatadas.

15. CARBONATAÇÃO

Sabe quando você bebe um refrigerante e sente “pinicar a língua”? Isso acontece porque ele é bastante carbonatado. Na cerveja, muita gente acha que carbonatação se nota na formação da espuma, mas, na realidade, ela é notada pelo paladar. Existem cervejas com baixa carbonatação, quando esse “pinicar” é suave, média e alta carbonatação.

16. PASTEURIZAÇÃO

É o processo que estabiliza a cerveja engarrafada. Isso faz com que a bebida tenha um tempo de durabilidade maior do que a não pasteurizada. O chope, via de regra, não passa pelo processo.

17. TURBIDEZ

É relacionado ao quão turva uma cerveja é. As WEIZENBIERS, por exemplo, costumam ser cervejas de alta turbidez. Já as PILSNERS, são límpidas.

18. TAP STATION

São os locais focados apenas em cerveja na pressão (ON TAP), o nosso bom e velho chope. Muitos deles são especializados em encher os GROWLERS do tópico acima.

19. SESSION

São versões menos alcoólicas de um estilo de cerveja. Existem versões SESSION de diversos tipos de cerveja, como TRIPEL e STOUT, mas as mais comuns são as SESSION IPAS.

20. SINGLE HOP

São as cervejas que levam apenas um tipo de lúpulo. Cervejas SINGLE HOP são muito interessantes para quem quer conhecer as características de um lúpulo específico.

E então, gostou do conteúdo acima. Garanta sua presença no Cerrado Beer Festival e aprenda muito mais sobre o cosmos das Cervejas Artesanais. Qualquer dúvida é só falar, certo?

Deixe seu Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *